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É a presença de glândulas e estroma endometrial fora da cavidade uterina. Resultado de alterações anatômicas e bioquímicas no útero. Caracteriza-se como uma doença hormonal (excesso de estrogênio e deficiência de progesterona) e inflamatória.

Quais os sintomas?

Dor pélvica crônica, dor na relação sexual, infertilidade (pode ser por causa anatômica ou pelo impedimento de uma ovulação adequada).

Fisiopatologia da endometriose:

Derramamento de restos da menstruação na cavidade peritoneal parece ser um importante fator desencadeante.Inflamação e estresse oxidativo.

Alterações imunes

Resistência à progesterona (não se liga de forma adequada aos receptores)Ativação da esteroidogênese (aumento da produção de estrogênio pelo aumento da aromatase)

TRATAMENTO NUTRICIONAL

Agora sim, entendendo um pouquinho a doença, suas causas e sintomas, podemos adequar o plano alimentar para ajudar no tratamento.

EPA/DHA (W3) – O uso do ômega 3 diminui as citocinas inflamatórias, retardando o crescimento da implantação endometriótica. Consuma peixes ricos nessa gordura do bem (sardinha, salmão, arenque).

Vitamina D – Um solzinho diário de 20 minutos, para aumentar as concentrações dessa vitamina que está envolvida no nosso código genético.

Resveratrol – Polifenol presente no cacau e uvas.

Inibidores naturais da COX-2 – Gengibre, cúrcuma, pimenta cayena, chá verde, cebola roxa.

Inibir a aromatase

Normalização do metabolismo da glicose e insulina,Controle do peso

Isoflavonas e lignanas,Resveratrol,Chá verde

Aumentar a excreção de estrogênio

Fibras, FOS, inulina (chicória), amido resistente (banana verde).Cuidar do intestino!!! Na disbiose (alteração da flora intestinal) o estrogênio é reabsorvido no círculo entero-hepático!!

Lembre-se essas são dicas gerais, o ideal é conversar com seu médico ou nutricionista antes de tomar qualquer suplemento, cada mulher é única!!

Andréa Ebling - Nutricionista
CRN 16888