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A Hipertensão Arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma condição que atinge mais de 30% da população adulta no Brasil, representando um dos maiores desafios à saúde pública no mundo. Isso porque é o principal fator de risco para complicações cardiovasculares. 

Essa doença é silenciosa, sendo assim a maioria das pessoas que sofre com esse mal nem percebe, o que acaba dificultando o diagnóstico e a procura pelo tratamento adequado. 

Na Estratégia Saúde da Família (ESF) Central de Água Boa, as manhãs de quarta-feira são reservadas para o acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos. As ações acontecem com uma abordagem multiprofissional envolvendo toda a equipe do ESF, incluindo médico, enfermeira, técnicos em enfermagem, fisioterapeuta e educadora física. Já a busca ativa e o convite para que hipertensos e diabéticos participem das atividades na unidade é feita pelas Agentes de Saúde.

No acompanhamento dos pacientes hipertensos é realizado a renovação de receitas médicas, exames de rotina e a bioimpedância, um tipo de exame feito em um aparelho que indica a quantidade aproximada de músculo, osso, gordura, água e até mesmo as calorias que o corpo queima ao longo do dia. Tudo isso, levando em consideração características individuais de cada paciente. 

A enfermeira e gestora do ESF Central, Michele Angrizano Quintana, explica que os resultados da bioimpedância são muito importantes para entender o estado nutricional do paciente e construir planos alimentares e de atividades físicas personalizados. 

De acordo com a enfermeira, é fundamental realizar o acompanhamento de forma semestral para ter um comparativo, só assim é possível observar as mudanças nesses meses. “O paciente tem a nossa parte enquanto saúde, mas também deve ter o comprometimento para melhorar a qualidade da alimentação, realizar atividades físicas e seguir as alterações que foram indicadas”, pontuou Michele.

Preocupados com sua saúde, o casal Neliza Bezerra da Costa e João Alves da Costa fazem consultas periodicamente no ESF Central de Água Boa. Vinda de uma família de hipertensos, dona Neliza faz uso controlado de medicamentos a mais de 10 anos e relata que geralmente não sente nada, porém já teve momentos que ao passar por muitas preocupações e estresse teve a pressão elevada consideravelmente gerando fortes sintomas. 

Há um ano, ao realizar um exame de rotina, dona Nelize descobriu que havia sofrido um infarto e imediatamente foi enviada para o cardiologista. “Eu não estava sentindo nada, e depois que descobriram tive que ir três vezes a Goiânia fazer o cateterismo. Fiquei muito mal, quase morri, mas hoje estou bem, graças a Deus e aos remédios”, relatou. 

Após passar por essa situação ela reforça a importância de quem foi diagnosticado realizar o acompanhamento. “Meu conselho é que as pessoas procurem o médico, façam o acompanhamento, porque às vezes a gente acha que está bem e quando vai ver não está”, alertou.

Portanto, se você foi diagnosticado com Hipertensão, não deixe de tomar os medicamentos e continue realizando o acompanhamento periodicamente. 

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