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Uma criança de 2 anos morreu neste domingo (16) depois de não conseguir uma vaga na UTI no Hospital Femina devido à lotação dos leitos infantis causadas pela pandemia e surto de H3N2.

Segundo o boletim de ocorrência, a criança deu entrada na unidade de saúde às 10h30 através de uma ambulância particular acompanhada pela equipe médica, pais e cuidadora.

Não foi detalhado o problema de saúde do menor, porém a criança estava utilizando ventilação mecânica, respirador que ajuda o paciente fornecendo uma pressão que contínua em um nível constante.

Na Femina foi solicitada uma fisioterapeuta para dar suporte à criança, que foi colocada novamente na ventilação mecânica. O menor precisava de um leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas o médico plantonista informou aos familiares que o hospital estava sem condições de receber o paciente. 

Os pais foram orientados a remover a criança para outra unidade de saúde, porém a vítima teve parada cardíaca. A equipe médica realizou todos os procedimentos de reanimação, mas a criança não resistiu morreu às 13h54.

Em nota, o hospital afirmou que não tinha leitos disponíveis na ala pediátrica, pois todos estavam ocupados com pacientes vítimas da pandemia e da gripe H3N2.

A unidade ainda garantiu que deu toda assistência médico-hospitalar possível à criança e lamentou a morte precoce do paciente.

“O hospital lamenta o ocorrido e esclarece que fez o possível para estabilizar o paciente até a liberação de um leito ou a sua devida transferência”, afirma.

O caso foi registrado na Delegacia da Polícia Civil, que fez a liberação do corpo e o encaminhou para exame de necropsia no Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá.

A Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) acompanha o caso.

Leia a nota na íntegra:

O Hospital e Maternidade Femina informa que toda assistência médico-hospitalar possível foi prestada ao paciente. Contudo, diante da lotação dos leitos de terapia intensiva pediátrica em razão da pandemia e do surto da gripe H3N2, foi solicitada a transferência do paciente para outra unidade hospitalar. O hospital lamenta o ocorrido e esclarece que fez o possível para estabilizar o paciente até a liberação de um leito ou a sua devida transferência.